Mais uma vez, fomos ao Teatro! Desta vez a peça eleita foi "Os Nossos Pais" pelo Grupo do Teatro do Oprimido, n'A Barraca.Confesso que fiquei ATERRORIZADA quando me foi explicado em que consistia bem o Teatro do oprimido.. Eu e o meu terror de palco e de que falem comigo.. os meus sentimentos normais de "deixem-me estar sossegada" e "só falo quando quero" estavam a ser ameaçados! Já transpirava por todos os lados, só de pensar que podia ser chamada a representar assim do nada! Mas... nada disso! Um ambiente familiar, em que estávamos todos à vontade e com vontade de participar! Debateu-se um tema interessante, e que actualmente tanto me diz respeito!
Por isso... GOSTEI! Muito mesmo! E lá fomos nós à chuva até casa, ainda com a "pica" para continuar a debater os temas apresentados..!
Agora uma explicaçãozita!
"Os nossos Pais é um desafio à reflexão conjunta sobre a família contemporânea. Qual a nossa responsabilidade no bem-estar e qualidade de vida dos nossos pais e avós? Estão as novas dinâmicas familiares preparadas para lidar com o envelhecimento da população? A igualdade de género é um tema do passado? Como sempre no Teatro Fórum, nós apresentamos o problema e são os espectadores que actuam e propõem as soluções.
O Teatro do Oprimido de Augusto Boal envolve actores e público num processo de reflexão mútua sobre a nossa realidade. Ao contrário do que acontece no teatro convencional, os espectadores podem, no fim da peça, entrar em palco e propor/ actuar possíveis soluções para o problema apresentado. O teatro surge como espaço de participação, discussão e análise de ideias.A metodologia do Teatro do Oprimido (TO) foi desenvolvido por Augusto Boal no Rio de Janeiro, Brasil, em meados da década de 60 sendo hoje praticada em mais de 70 países. É uma metodologia e uma prática teatral cujo objectivo é promover a reflexão do espectador sobre a sua realidade, expondo o modo como a sua conduta resulta da sua percepção das relações de poder, de processos de dominação e exclusão social. Pretende-se com esta metodologia clarificar estes processos, dando ao sujeito modos de agir com conhecimento e em liberdade.Através da participação e envolvimento dos actores e públicos (categorias mutuamente reversíveis no Teatro do Oprimido), cria-se um processo de reflexão mútua. Ao contrário do que acontece no teatro convencional, os espectadores podem, no fim da peça, entrar nela propondo/actuando possíveis soluções para o problema apresentado, resultantes da sua vivência e história de vida. Usando a actividade teatral e o palco como um espaço neutro para a exposição, discussão e análise de ideias, desenvolve-se a participação cívica, garante-se o direito de cada um de exprimir as suas ideias."
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